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Cozinha comunitária na Arca produzindo alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade

Sind-Ute, MST, MTST, CMP, CPT, Sintet, Adufu, CUT. Parceria pela vida.


  


Afetada historicamente pelo “vírus” do descaso do poder público e pela desvalorização salarial, a categoria dos profissionais da educação pública em Minas Gerais, que já sofre com o fechamento de turmas no ano de 2019 (que gerou o desemprego de muitos trabalhadores), com o parcelamento dos seus vencimentos, com a diminuição no número de turmas para o ano 2020 (gerando mais desemprego), com o não pagamento do 13º salário à parte de seus trabalhadores, dentre vários outros problemas, agora se vê também atingida pelos impactos econômicos decorrentes da pandemia. Com o isolamento social, diversos profissionais, que tinham como complemento de renda outras atividades, em contraturno com seus afazeres na escola, se viram impedidos de exercer suas funções, agravando ainda mais suas condições básicas de sobrevivência. Somando-se aos fatos mencionados, as medidas implementadas pelo governo de Minas Gerais no setor, tiveram impacto direto no fechamento de vários postos de trabalho.


 Cientes dos fatos mencionados, a Professora Fabíola Benfica, juntamente com o Professor Guilherme de Faria Graciano, articulou a adesão do Sind-Ute (Subsede Uberlândia) e dos demais movimentos sociais citados acima, no projeto de cozinhas comunitárias já em fase de implementação pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Além do apoio logístico, o sindicato espera promover uma campanha de arrecadação de alimentos, de dinheiro e de mão-de-obra entre seus filiados para viabilizar  a ação. Aos demais movimentos, além da destinação de verbas para compor o projeto, cabem também ações como: Transportes em Geral (Sintet e CPT), doação de legumes e verduras (MST), apoio orçamentário e disponibilização de cozinheiras (MTST). 

    

  

Sendo assim, o presente projeto visa possibilitar o funcionamento de cozinhas comunitárias para atender comunidades periféricas, assentamentos urbanos - onde grande parte dos trabalhadores em educação reside - e população de rua na cidade de Uberlândia, colaborando assim, com ação já implementada pela MTST e a CMP em outras cidades de Minas Gerais. A ação propõe distribuir refeições para essa parcela da população em situação de vulnerabilidade socioambiental afetada pelas limitações impostas pela pandemia do Covid-19. Pretende-se que parte dos alimentos utilizados nas refeições seja adquirido junto aos participantes dos projetos de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (PMAE) que também foram atingidos pelas restrições do protocolo de isolamento social.  O funcionamento da cozinha comunitária deverá garantir a segurança alimentar dos moradores das comunidades periféricas, assentamos urbanos, e da população de rua em observância aos critérios de segurança e higiene para alimentos, além de se tornar uma fonte de renda para os agricultores familiares dos municípios envolvidos.